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Notícias

18/05/2017

Empresários atentos às oportunidades do mercado paraguaio

Proprietário da fábrica de salgadinhos e biscoitos Guritos, localizada no Paraná, o empresário Elias Voltatone lembra com carinho as dificuldades enfrentadas para erguer sua empresa. Desde 1995, quando iniciou a industrialização e enchia uma kombi de produtos para vender na cidade de Nova Esperança e na região de Maringá, até hoje, no Paraguai, onde esteve participando da Missão PEIEX Paraguai e Bolívia, realizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), muita coisa mudou, a empresa cresceu e agora ele busca novos consumidores no país vizinho.

"Conhecemos o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) quando o núcleo operacional de Maringá foi inaugurado. Integramos o programa desde 2012 e implantamos muitas melhorias desde aquela época, como as embalagens, que conferem maior qualidade ao nosso produto. Nosso objetivo atual é entrar no Mercosul, iniciando pelo Paraguai".

Elias tem razão em apostar no mercado paraguaio: apenas em Assunção e sua zona metropolitana são mais de dois milhões de potenciais consumidores. O Embaixador brasileiro Carlos Alberto Simas Magalhães, corrobora esse potencial: "A economia paraguaia cresce em média 4% ao ano de forma consistente na última década. Essa missão é particularmente importante para difundir a capacidade exportadora brasileira para além das nossas grandes empresas".

Chefe do Setor de Promoção Comercial da Embaixada brasileira em Assunção, Luiz Fellipe Schmidt revela que de 2014 a 2016 a consulta de empresários brasileiros sobre o mercado paraguaio aumentou de 214 para 966, um salto de 400% em apenas dois anos. "Estamos construindo um banco de dados para o exportador brasileiro e nossa sinergia com a Apex-Brasil tem fortalecido a promoção comercial brasileira", detalha Schmidt.

A agenda da Missão PEIEX Paraguai e Bolívia, da qual Voltone participa, incluiu um seminário com a presença não apenas da Embaixada Brasileira em Assunção, mas também de entidades como a Câmara de Comércio Brasil-Paraguai, Banco Central paraguaio, Red de Inversiones y Exportaciones (Rediex - a Apex-Brasil do Paraguai) e a Secretaria para Micro, Pequenas e Médias Empresas do Ministério da Fazenda do país vizinho. Todos apontaram a consistência do mercado paraguaio como um ativo de atratividade do país.

Brasileiro radicado no Paraguai há mais de uma década, o gerente Comercial da Distribuidora Dirigida, Luciano Simón, recebeu a delegação brasileira para uma visita técnica e reforçou o potencial da nação vizinha.

"Começamos a empresa com sete funcionários e hoje já temos 180. Trazemos mais de 25 toneladas apenas de queijos sem lactose produzidos no Brasil e enxergamos muitos nichos de mercado, especialmente para produtos industrializados dos ramos de bebidas, alimentos, higiene e cosméticos. Mas sabemos que também há muito espaço em agronegócio e maquinário em geral", indica.

O empresário Breno Seibt, da Seibt, já tem clientes tanto no Paraguai quanto na Bolívia. Ele revela que sua empresa, fundada pelo pai na década se 1970, sempre esteve direcionada ao mercado internacional porque seu pai era gerente de exportação de uma empresa e saiu dela para abrir seu próprio negócio. A Seibt produz máquinas para reciclagem de plástico pós-industrial e pós-uso, oferecendo soluções para indústrias que têm o plástico como matéria-prima, e tem clientes do porte de Tigre, Amanco e Copobrás.

Seibt tem relacionamento com a Apex-Brasil desde 1999. "Participamos do PEIEX há muitos anos e decidimos voltar a nos capacitar para aprimorar o negócio. O Programa nos ajudou muito ao mudar a visão estratégica sobre exportação, o que nos levou, inclusive, a registrar nossa marca. Isso foi fundamental para as exportações", explica Seibt. As exportações representam, atualmente, cerca de 10% do faturamento da empresa, mas a intenção do empresário é elevar esse patamar aos quase 30% alcançados em 2016. "Estamos no Paraguai para expandir nossos negócios, não podemos parar", afirma Seibt.

Fonte: Apex-Brasil